February 08

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Post #4: Faces behind my flip-chart

I’m not publishing many blogs but I think it is a good time to make an update.

I started my assignment participating in the Organizational Assessment and it was a very good way to understand about the organization’s improving opportunities and define my objectives based on them.

126Then, I went to a trip to Marsabit: A place very far from Nairobi to start a field visit in different partners’ organizations along the way. The trip was full of good or funny moments like having to choose a chicken to be killed for the lunch, having to use a toilet that was not a proper toilet but a hole in the floor, being awaken at 4 o’clock in the morning by a megaphone calling Muslims to pray, etc. But the trip also had very difficult and sad episodes like seeing people begging for water along the road and not being able to help much, seeing the houses (if we can call them houses) where people live and seeing children that became disabled due to starvation.

232In this trip, I met Pauline: a person who is responsible for one institution in Isiolo and is a reference in the city. She has 23 children living in her house, all of them rescued from extreme situations, as Christine who was rescue with 13 years old and weighting 11Kg. Pauline just counts on donation to help her children.

IMG_1059I also met Sister Antonia who runs an institution in Narumoru which helps children who need to undergo to a surgery. Twice a year, Italian volunteer physicians come and operate around 90 children and, after that, they go to the institution to rehabilitation and physiotherapy. It is an amazing work but also very hard because the children cannot move for 3-4 weeks and need a lot of care and attention. There are not enough staff and they count on volunteers but it is not all the time they have them. In this institution, I felt in love with a 3-year-old girl called Cyntia IMG_E7725and I made fun with her saying that I would take her to Brazil with me. We went to her house to talk to her mother – a miserable house, where I do not know how, 14 people could live. But what broken my heart at most was to see her expression, her smile when she saw her mom. Despite of all the misery, the love between them was immense and I tough that if I adopt this girl in order to give her a “better” life, maybe I would never have that so genuine smile!

IMG_E7778Then I spent one week at Limuru Cheshire home, a home for girls living with disabilities, and I immediately create a bond with the girls, especially with Clara, a 16-year-old Massai girl who is mentally challenged. She also loved me right away and she said she would always pray for me and my family. There, I had the opportunity to share my days with these lovely girls making bread, rosaries and laying on the grass in the afternoons, talking about songs which touch our hearts. During this week, I also discussed with Sister Anne, the person in charge of the home, the strategies to increase the bakery business activity and started the campaign to fix their bore-hole and save their vegetables farm.

Since then I’ve been coming back to Limuru many times and every time I brought new friends to meet the girls. Before Christmas, I gave them some nail polishes for them to have some fun painting each other’s nails and somehow feel more beautiful. It was a party. Even the taxi driver who took me there started painting girl’s nails. Recently, Roberto Puertolas, another Pulse volunteer, went there with me and took a picture of each girl and gave it as a gift in a very nice frame. They really loved it.

FXMP6156In this visit, I received a gift from Clara (a Massai necklace and ear-ring that she asked her mom to do for me) and I met Angela who recently had joint the home. Angela is a very smart girl and she liked taking pictures with Roberto’s camera. She has physical disability and walks very difficultly using crutches because she has very tiny legs with feet facing each other. When we left, I perceive that she was crying and I asked Sister Anne why. Sister said that she fell and she could not stand up by herself. Remembering Narumoru, I asked if she can undergo to a surgery to have her legs fixed but Sister said her problem is muscular dystrophy and there is not much to be done but physiotherapy. I committed myself to help this girl as I can.

IMG_3610Another week of field visit and I met Brian, a 10-year-old boy with epilepsy who is being raised by his grandparents because his mom abandoned him when he started having the crises. The grandmother is starting to have dementia and sometimes she forgets to give him the medicine. Brian is not going to school because of his sickness but he wants to go. Because of this and of his grandmother condition, a social worker found an institution who is going to accept him but he will be separated from his grandparents. Thinking that this boy would have to make a very difficult choice (in fact he has no choice) made me feel sad.

So, as you can see, my feelings and emotions were deeply challenged during these four months. Sometimes were very difficult to hold my tears.

But somehow, all these experiences helped me to keep the focus. During the meeting to discuss the action plan to cope with the gaps from the Organizational assessment, I presented some proposals and when I was doing it, I was remembering each child, each person I met on this journey.

Since then, every spreadsheet, every presentation, every text has a face and the faces are helping me to continue working very hard. There is still a lot to be done in this world and we cannot rest until all human beings have a decent life!

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Não tenho publicado muitos blogs mas acho que esse é um bom momento para fazer uma atualização.
Meu intercâmbio começou com uma participação na Avaliação Organizacional e foi uma ótima maneira de entender sobre a organização, identificar oportunidades de melhoria e definir meus objetivos baseado nelas .
Depois, fui a uma viagem a Marsabit, um lugar distante de Nairobi para iniciar uma visita de campo em diferentes organizações parceiras. A viagem foi cheia de momentos bons ou engraçados, como ter que escolher um frango para ser morto para o almoço, ter que usar um banheiro que não era bem um banheiro mas um buraco no chão, ser acordada às 4 horas da manhã por um megafone que chamava os muçulmanos para rezar, etc. Mas a viagem também teve episódios muito difíceis e tristes, como ver pessoas implorando água ao longo da estrada e não poder ajudar muito, vendo as casas (se pudermos chamá-las de casas) onde as pessoas vivem e ver crianças que se tornaram incapacitadas devido à fome.
Nessa viagem, conheci Pauline: responsável por uma instituição em Isiolo e uma referência na cidade. Ela tem 23 crianças vivendo em sua casa, todas elas resgatadas de situações extremas, como Christine, que foi resgatada com 13 anos pesando 11 kg. Pauline apenas conta com doações para ajudar a essas crianças.
Conheci também a Irmã Antonia, que administra uma instituição em Narumoru, que ajuda as crianças que precisam se submeter a uma cirurgia. Duas vezes por ano, médicos voluntários italianos vêm e operam cerca de 90 crianças e, depois da cirurgia elas vão à instituição para reabilitação e fisioterapia. É um trabalho incrível, mas também muito difícil porque as crianças não podem se mover por 3-4 semanas e precisam de muita atenção e cuidados. Não há pessoal suficiente e eles contam com voluntários, mas nem sempre conseguem. Nesta instituição, fiquei apaixonada por uma garotinha de 3 anos chamada Cyntia e eu brinquei com ela dizendo-lhe que eu a levaria para o Brasil comigo. Nós fomos até a sua casa para falar com a sua mãe – uma casa miserável, muito pequena e, não sei como, tinhm 14 pessoas vivendo lá. Mas o que realmente partiu meu coração foi ver a expressão da Cyntia e seu sorriso quando viu sua mãe. Apesar de toda a miséria, o amor entre essas duas é imenso e eu fiquei pensando que, se eu adotasse essa menina, poderia até dar-lhe uma vida “melhor”mas talvez eu nunca tivesse aquele sorriso tão genuíno!

Depois eu passei uma semana na casa de Limuru Cheshire, uma casa para meninas com deficiência, e imediatamente criei um laço forte com as meninas, especialmente com a Clara, uma garota de Massai, de 16 anos, que é possui um atraso mental. Tive a oportunidade de compartilhar meus dias com essas lindas meninas fazendo pão, terços e, no fim das tardes, deitar na grama para falar sobre músicas que tocam os nossos corações. Durante esta semana, também discuti com Irmã Anne as estratégias para aumentar a atividade comercial da padaria e iniciei uma campanha para consertar seu sistema de captação de água e tentar salvar sua plantação.
Desde então, voltei para Limuru muitas vezes e toda vez que trazia novos amigos para conhecer as meninas. Antes do Natal, eu lhes dei esmaltes de unhas para que pudessem se divertir um pouco pintando as unhas umas das outros e, de alguma forma, se sentirem mais bonitas. Foi uma festa. Até a motorista de táxi que me levou lá começou a pintar as unhas das meninas. Recentemente, Roberto Puertolas, outro voluntário de Pulse, foi lá comigo e tirou fotos de cada uma das meninas e deu-lhes de presente a foto em uma linda moldura. Elas realmente adoram. Nesta visita, conheci Angela que havia chegado à casa recentemente. Angela é uma garota muito inteligente e gostou muito de tirar fotos com a câmera de Roberto. Ela tem deficiência física e caminha com muita dificuldadel usando muletas porque ela tem pernas muito pequenas com os pés voltados para dentro. Quando partimos, ela estava chorando e perguntei à irmã Anne por quê. Irmã disse que ela caiu e não conseguiu se levantar sozinha. Lembrando de Narumoru, perguntei se ela poderia se submeter a uma cirurgia para corrigir as pernas e a Irmã Anne me disse que o problema dela é a distrofia muscular e não há muito a fazer, apenas fisioterapia. Eu me comprometi a ajudar essa garota de aluguma maneira.
Em uma outra semana de visita de camp, conheci Brian, um menino de 10 anos com epilepsia que está sendo criado por seus avós porque sua mãe o abandonou quando ele começou a ter a crise. A avó está começando a ter demência e, às vezes, ela esquece de lhe dar o remédio. Brian não vai à escola por causa de sua doença, mas ele quer ir. Por causa disso e da condição de sua avó, uma assistente social encontrou uma instituição que o aceitaria, mas será separado de seus avós. Pensar que este menino teria que fazer uma escolha muito difícil (na verdade ele não tem escolha) me fez sentir triste.
Então, como você pode ver, meus sentimentos e emoções foram profundamente desafiados durante esses quatro meses. Às vezes, era muito difícil segurar as lágrimas.
Mas de alguma forma, todas essas experiências me ajudaram a manter o foco. Durante a reunião para discutir o plano de ação da Avaliação organizacional, apresentei algumas propostas e, quando eu estava fazendo isso, eu estava lembrando de cada criança, de cada pessoa que conheci nesta jornada.
Desde então, cada planilha, cada apresentação, cada texto tem um rosto e esses rostos estão me ajudando a continuar trabalhando duro. Ainda há muito a ser feito neste mundo e não podemos descansar até que todos os seres humanos tenham uma vida decente!